05 Março, 2006

Não diga que me ama



Quero partir
não quero delongas.
Não me olhe
não me chame
e não, não diga que me ama.
Quero ar
e voar com pés no chão.
Quero minha terra
uma grande janela
e traços firmes
no desenho constante
sem tréguas
do mapa que faço
meu mundo.
Não me fale de outrora
de disparates
enganos
não me conte que está dilacerado
não quero ouvir nada
tente fazer silêncio
fique distante
e não, não mais diga que me ama.
Eu já parti.



2 comentários:

alice disse...

bom dia, maria,
em primeiro lugar, gostei imenso do que acabei de ler, apetece dizer adeus, mas não para sempre,
vim agradecer a tua visita e reconhecer que as palavras não são de ninguém e por isso nos revemos tantas e tantas vezes em palavras que não escrevemos
um beijinho, alice

AS disse...

Olá Maria, gostei dete poema! estou a ler outros posts e estou a gostar! Obrigado pela visita...

Um beijinho