03 fevereiro, 2006

Minha Maria também chovia

Tem horas que viro água.
E eu que já me sabia Maria,
descubro-me agora chuvosíssima.
Tudo em mim escoa
Medos, cansaço, susto
e o que mais da vida for
vira correnteza desesperada,
irrepresável.
Feito um rio que outra coisa não pode ser
além de violentas águas correndo pro mar.

3 comentários:

ajsblog disse...

"A grande mãe me viu num quarto lindo e cheio d'agua, num enorme quarto lindo cheio d'agua e eu nunca me afogava..."

ajsblog disse...

Acho que comecei a caetanear. Vejo referência dele em tudo... relativa influência petrina...

Marie disse...

Olá Maria,
continuo navegando por aqui, tô gostando muito de tudo, posso postar essa poesia? é de sua autoria?... adorei.
colocarei os devidos créditos.
ah...vc deveria continuar postando...lindo blog...
um lindo fim de semana pra ti,
um abraço,
Marie