09 fevereiro, 2006

Quero asas e um vôo alto

Quero asas e um vôo alto, livre, sem volta
Quero sumir no vento dos dias,
Esconder-me da pesada lembrança da vida.
Nunca mais meu solo encharcado de lágrimas
Nunca mais o sangue escorrendo
Nunca mais feridas que não consigo cuidar .
Assusto-me com esses pensamentos,
E o poema estanca,
Censurado antes de virar ritmo,
Abafado antes de ser asas.
Só essa chuva não consigo nunca controlar
E vira tempestade, aguaceiro
de verão no inverno Portugal.

3 comentários:

ajsblog disse...

Gosto de coisas assim, como em Sylvia Plath "...escorre pelo muro e eu sou a flecha, orvalho que avança, suicida e de uma vez se lança contra o olho vermelho..."

Anônimo disse...

rasguei minhas roupas e joguei no abismo... estou nú, desnudado, pronto para sentir mais uma vez o punhal que agitas. E os meus olhos vermelhos choram lágrimas de sangue, que inundará o outono que está por vir.
estou impressionado com o que escreves, já deixei as minha roupas no armário.
auguste

Anônimo disse...

rasguei minhas roupas e joguei-as ao abismo... estou nú, desnudado, pronto para sentir mais uma vez o punhal que agitas. E os meus olhos vermelhos choram lágrimas de sangue, que inundará o outono que está por vir.
estou impressionado com o que escreves, já deixei as minha roupas no armário.
auguste