25 fevereiro, 2006

Tristeza na carne


Tristeza na carne
na fraca carne em que habita meu fraco espírito.
Hoje estou assim,
triste e fraca,
e só e cansada.
Uma dor de viver
e essa tristeza
que não é de choro, nem de nada,
é tristeza enraizada,
que não me larga,
e me rouba toda a graça
o riso
o compasso.
Estou
triste
fraca

e cansada. Muito cansada.

3 comentários:

Anônimo disse...

compartilho tua beleza além-mar. pareçe-me q a tristeza não tem fronteiras. e que quanto mais a terra insiste em girar, mais cansadas ficamos. (obrigada pelo link).

Anônimo disse...

Don't get so depressed. Life is ahead and there is the sea, the sun. the moonlight outside you. Fight against sadness, solitude. sometimes they help but now they don't. Look at you. You are strong and in a short time I'm sure you 'll be laughing again.

Anônimo disse...

Tristeza na carne

Um dos melhores poemas, que, me parece, já escreveste. Em ritmo, musicalidade, as enumerações do artigo definido "o" e da copulativa "e", e a disposição gráfica, nomeadamente no final, palavras isoladas que dão força à expressão do sentimento, "Estou/triste/fraca/só/e cansada. O advérbio "muito" que se segue abranda este ritmo rápido, permitindo que o poema finaliza com suavidade. Versos excelentes: "...é tristeza enraizada,/(...)/que não me larga,/e me rouba toda a graça/ o riso /o compasso." Sugestões: "na fraca carne em que me fraco espírito habita" em vez de "na fraca carne em que habita meu fraco espírito".