12 fevereiro, 2006

Presente

Sua poesia
sem pressa
atravessou minha travessia
desinterditou
minhas avenidas
minha vida
como magia
esse estranho dia termina
com seu fado rebolado
enchendo de vida
um reinado
sem
rei
sem
rainha.

5 comentários:

ajsblog disse...

"Quando meu homem foi embora, soprou aos quatro ventos um recado; que meu trono era manchado, e o meu reino esfiapado; sou uma rainha que voluntariamente abdiquei cetro e côroa e que me entrego e me dou inteiramente ao que sou, à vida errante que no meu sangue ecoa... parto pra súbitas, inéditas paisagens, acendo alto o meu farol de milha... seu nome escuto na trilha..." Caetano

ajsblog disse...

Alteza...

Unknown disse...

Pra quem são essas palavras? Sinto amor nelas...Me lembra tanta coisa...me lembra aquela "Adélia Prado" que deixou de presente na porta do meu coração(Ó Deus, podemos gemer sem culpa?); me lembra aquele tal Carlos Drummond de Andrade, ao dizer da flor no asfalto, ao dizer do "Áporo", que sai do seu esconderijo pra encontrar a liberdade...e me lembrou a tal Amália, que dizia "de quem eu gosto, nem às paredes confesso e até aposto(?) que não gosto de ninguém..."
Seja pra quem for,é sua prova de amor à vida....

Unknown disse...

Pra quem são essas palavras? Sinto amor nelas...Me lembra tanta coisa...me lembra aquela "Adélia Prado" que deixou de presente na porta do meu coração(Ó Deus, podemos gemer sem culpa?); me lembra aquele tal Carlos Drummond de Andrade, ao dizer da flor no asfalto, ao dizer do "Áporo", que sai do seu esconderijo pra encontrar a liberdade...e me lembrou a tal Amália, que dizia "de quem eu gosto, nem às paredes confesso e até aposto(?) que não gosto de ninguém..."
Seja pra quem for,é sua prova de amor à vida....

Anônimo disse...

Keep writing.You have talent for poetry.It has rithm and some lines are really good